RIO DE JANEIRO (2026) – O escritor e compositor Gutemberg Bentemüller anuncia o lançamento de sua mais recente obra, “Era Ali”. Publicado pela Anexário, o livro é uma coletânea de crônicas e poemas que exploram a linha tênue entre a memória e a ficção, utilizando a música como fio condutor de uma narrativa multissensorial.
O lançamento marca um momento significativo para a produção independente, bandeira defendida pela Anexário, ao apresentar um formato imersivo: o leitor pode acessar e ouvir as canções que acompanham os textos, transformando a leitura em uma experiência sonora profunda.
Ambientada em uma Fortaleza nostálgica, a obra narra a trajetória de Gustavo e Fernanda (nomes fictícios para preservar a privacidade dos envolvidos). O enredo percorre desde o despertar juvenil no campus da UECE até os reencontros maduros da vida adulta, tratando de temas como a imaturidade, o peso das escolhas e a dignidade do tempo.
O diferencial de “Era Ali” reside na parceria musical entre Bentemüller e o músico Marcelo Braga. As letras compostas pela dupla foram o fôlego para que as crônicas e poemas encontrassem seu destino final. Segundo Braga, o livro é “a partitura de uma vida que aprendeu que o amor verdadeiro não morre, ele apenas muda de frequência”.
Dividido em quatro capítulos principais, o livro organiza-se como um “quebra-cabeça emocional”:
Capítulo I: Retratos de um Tempo Suspenso.
Capítulo II: Onde o Tempo Desacelerava.
Capítulo III: A Inauguração do Mundo.
Capítulo IV: Onde o Sol Ainda Brilha.
Radicado no Rio de Janeiro, Gutemberg Bentemüller reafirma com este título sua identidade como um artista que transita entre a palavra escrita e o acorde musical. “Era Ali” é, acima de tudo, um tributo à coragem de sentir e à sabedoria de deixar ir, consolidando-se como um convite para que cada leitor revisite seu próprio “relicário de lembranças”.
Acompanhar a criação de “Era Ali!” foi como ver uma canção ganhar corpo e história. Como parceiro de tantas melodias, vi Gutemberg Bentemüller transformar lembranças em notas que teimam em não passar. Este livro não é apenas um relato sobre Gustavo e Fernanda; é a partitura de uma vida que aprendeu que o amor verdadeiro não morre, ele apenas muda de frequência para continuar vibrando em nós.
Ao dar voz às letras que compusemos juntos, senti o esforço honesto de resgatar o que o tempo não apagou. Gutemberg nos conduz por uma Fortaleza nostálgica, mostrando que a imaturidade de outrora foi o ensaio necessário para que hoje possamos respeitar o tempo e a dignidade de tudo o que foi vivido com entrega.
O diferencial desta obra é que ela pulsa. Ao escutar as canções que acompanham estes textos, o leitor perceberá a música como o fio invisível que une passado e presente, transformando a saudade em um relicário de paz. É um privilégio ver como a nossa parceria musical deu fôlego para que estas crônicas e poemas encontrassem o seu destino.
“Era Ali” é um convite para fazermos as pazes com as nossas histórias inacabadas. É a prova de que a felicidade que “não faz barulho” é a única que realmente importa. Convido-te a entrar neste universo para ouvir o que ficou sem dizer e encontrar, entre um parágrafo e um acorde, a luz que nunca deixou de brilhar.
Marcelo Braga
Músico, compositor e parceiro de jornada.